
Bruxelas, Bélgica – Quatro meses após a série de atentados em Paris, que matou 130 pessoas, o alvo ontem foi Bruxelas, sede da União Europeia e considerada a capital política do bloco. Ao menos 31 pessoas morreram e cerca de 250 ficaram feridas em dois ataques – um no aeroporto internacional de Zaventem e outro no metrô.
Assim como em Paris, a facção terrorista Estado Islâmico reivindicou a autoria dos atentados, apenas quatro dias depois de a polícia belga ter prendido Salah Abdeslam, 26, um dos principais envolvidos na ação em Paris.
"Temíamos um atentado, e aconteceu. É um momento trágico, um dia negro", disse o premiê, Charles Michel.
Eram 8h15 da manhã (4h15 em Brasília) quando duas explosões quase simultâneas atingiram o terminal principal de Zaventem, no check-in. Uma testemunha disse ter ouvido um grito em árabe segundos antes do ataque.
"Vi um soldado arrastando um corpo", disse Tom De Doncker, 21, que trabalha no check-in e estava perto da segunda explosão. Ao menos dez pessoas morreram ali.
O promotor belga Frederic Van Leeuw confirmou que as autoridades procuram um suspeito. Vestido com uma jaqueta clara, chapéu e óculos de sol, ele aparece nas imagens das câmeras de segurança ao lado de dois outros homens que "muito provavelmente se suicidaram com explosivos", disse Van Leeuw.
O terceiro homem foi visto correndo pelo terminal. Francis Vermeiren, prefeito do município de Zaventem (colado a Bruxelas), disse que eles chegaram de táxi e levavam as bombas nas malas. Segundo disse o ministro do Interior belga, Jan Jambon a uma TV, ele correu depois que a bomba em sua mala falhou.


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