A produção das peças é acompanhada de perto pelo artista plástico e coordenador do grupo, Joaquim Assis. Ele explica que a proposta é elevar a autoestima das participantes. “Utilizamos materiais que seriam danosos ao meio ambiente e transformamos em arte. E todo esse trabalho exuberante será usado por cada uma delas".
O artista plástico acrescenta que "para este ano, trabalhamos o tema 'Educando o negro na cultura da fé', uma forma de agradecimento aos nossos antepassados que foram escravizados. Nas roupas estarão estampados o Pelourinho, a Igreja do Rosário dos Pretos, o casario e tudo aquilo que faz com que a cultura e a diversidade do nosso estado sejam vistos por nossos visitantes”.
A aposentada Leni Gonçalves, 85 anos, não esconde a satisfação de participar do desfile carnavalesco. “É maravilhoso trabalhar com material reciclável. É algo que eleva a nossa autoestima. O nosso envolvimento é tão grande que, às vezes, chegamos cansadas ou estressadas e saímos leve. É um trabalho lindo e gratificante e que ainda conta com a participação dos nossos familiares. A gente quer passar esse exemplo para nossos filhos e netos”.
A Casa da Cultura do Idoso foi inaugurada no Largo Quincas Berro D’Água em dezembro do ano passado. Ela disponibiliza oficinas de dança, teatro e artesanato. “O nosso objetivo é trabalhar juntamente com o grupo residente, o Eterna Juventude, e elaborar ações com este público para a valorização das culturas populares e identitárias. A Casa da Cultura do Idoso vem para trazer, resgatar e valorizar a autoestima da pessoa idosa e, em conjunto com isso, a importância dos grupos culturais”, afirma o diretor do CCPI, André Reis.



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