ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Post Top Ad

Your Ad Spot

domingo, 18 de março de 2018

Homenagem à vereadora Marielle Franco

         
Nascida e criada no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio, a vereadora Marielle Franco tem uma história de luta pelos direitos humanos e contra ações violentas nas favelas. Em 2016, se elegeu vereadora da Câmara do Rio, com mais de 46 mil votos. Assim que chegou ao Legislativo carioca, a socióloga, formada em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e em Administração Pública pela Universidade Federal Fluminense (UFF), deixou claro que queria ocupar espaço no lugar onde a vida do cidadão é decidida.


Trabalhou na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), como assessora do deputado Marcelo Freixo, e estava sempre presente nos debates do dia a dia do Rio de Janeiro. Após os resultados das urnas ? Marielle conquistou votos em todas as urnas da cidade ?, a parlamentar dizia acreditar que o cidadão está em busca de um jeito novo de se fazer política.


Com poucas mulheres pelas Casas Legislativas, Marielle Franco apostava na mudança deste cenário. "Espero que a gente abra portas, mas não é um trabalho simples. Historicamente, o lugar da mulher é em casa, nos supermercados, no cuidado com as pessoas, no campo privado, e não no âmbito do coletivo, do microfone, da fala. Infelizmente, ainda ouvimos isso em discursos de autoridades".


As bandeiras de luta da vereadora foram focadas nas questões de gênero, favela e negritude. Entre os projetos que tramitam na Casa, estão: o Projeto de Lei nº 642/2017, que institui a assistência técnica pública e gratuita para projeto e construção de habitação de interesse social para as famílias de baixa renda; o Projeto de Lei nº 417/2017, que cria a campanha permanente de conscientização e enfrentamento ao assédio e violência sexual no Município do Rio de Janeiro; e o Projeto de Lei nº 17/2017, que institui o Programa Espaço infantil Noturno ? atendimento à primeira infância ? no âmbito do Município do Rio de Janeiro.


Apesar de não morar mais na Maré, dizia que o complexo era o seu lugar de construção. "Sou mulher e mãe de uma adolescente. Nascida, criada, formada e, até bem pouco tempo, morando na Maré, que é o meu lugar de construção. Ainda hoje, talvez um pouco menos, a mulher com turbante ainda é considerada como macumbeira. Nós, vereadores da Câmara do Rio, temos responsabilidade com as mulheres da cidade do Rio. Quem tem mãe, esposa, filhas e irmãs não pode pactuar com violência".

Post Top Ad

Your Ad Spot

MAIN MENU