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quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Mãe acusa ‘justiceiro’ pela morte do filho de 5 anos

                                       
Segundo relato de Gislaine, o filho estava brincando com outras crianças, inclusive uma sobrinha, na porta de casa, quando chegaram atirando e populares teriam reconhecido Kaike como autor do disparo que atingiu João Gabriel. Ainda de acordo com ela, o tiro atingiu a nuca e a bala ficou alojada no queixo da criança.

No momento em que o menino foi atingido, a dona de casa estava dentro da residência, onde também funcionava um bar, e logo após os disparos viu sua mãe entrando desesperada com o neto no colo.
                                   
Prisão
Kaike foi preso na última segunda-feira (8), acusado de cometer mais de 10 homicídios em Feira de Santana. A polícia informou que ele estava sendo procurado há vários dias, quando o localizaram nas proximidades do Shopping Boulevard e foi cumprido o mandado de prisão preventiva referente ao assassinato de Elton Rios Santana, ocorrido em 2014.

Ainda de acordo com a DH, Kaike em investigado por vários homicídios, tendo confessado o crime contra Elton, entre outros. Ele estava sendo procurado desde maio do ano passado e disse na delegacia que já matou 10 pessoas, mas se defende:  “Já matei 10, mas só matei bandido”.

A DHPP informa que vai prosseguir com as investigações para identificar e elucidar outros crimes atribuídos a Kaike. Ele já foi conduzido para o Conjunto Penal de Feira de Santana.
                                    
O crime no Aviário
Por volta das 12h30 de segunda-feira (2), João Gabriel Barreto de Jesus, 5 anos, que morava na rua E, bairro Aviário, em Feira de Santana, foi atingido por uma bala perdida.

Segundo informações, homens em um veículo Fiesta, vermelho, e outro em uma motocicleta passaram pela rua deflagrando tiros contra um homem. No momento do tiroteio, várias crianças brincavam no local e João Gabriel foi atingido.

O menino ainda foi socorrido, mas morreu na emergência do Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA).

Acusado
Poucos dias depois do crime, o vigilante Kaike Bispo dos Santos se apresentou na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), e foi ouvido pela delegada Milena Calmon.

O advogado do acusado, Severiano Gonçalves, informou que seu cliente foi vítima de uma calúnia por parte de pessoas desconhecidas e se apresentou para prestar esclarecimentos.

“Nós temos como provar onde Kaíque estava, pois existem pessoas que não gostam do rapaz pelo fato da função que ele desempenha, na região do conjunto Feira VII,’’ disse  o representante do acusado na delegacia. Após ser ouvido, o vigilante foi liberado e ficou à disposição da justiça.

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