
Sem que ninguém percebesse, um enredo de filme de terror se desenvolvia numa casa de classe média em Perris, a 100 quilômetros de Los Angeles, Califórnia. Ali, o casal Louise Anna, de 49 anos, e David Allen Turpin, de 56, parecia criar seus 13 filhos normalmente, com as dificuldades financeiras inerentes a uma família numerosa, mas sem qualquer comportamento que causasse estranheza na vizinhança.
Na última semana, porém, descobriu-se uma história aterradora: a prole dos Turpin, de 2 a 29 anos, era mantida em condições desumanas: um grupo de crianças e adolescentes acorrentados às suas camas, sujos e famintos. Sete dos treze filhos, por causa dos longos anos expostos a maus tratos, eram maiores de idade, apesar da aparência infantil.
A descoberta só veio à tona porque uma das filhas dos Turpin, de 17 anos, conseguiu escapar, telefonar para a polícia e denunciar a situação terrível em que ela e seus irmãos viviam. Interrogados, os pais não foram capazes de dar qualquer explicação razoável sobre os motivos para manter os filhos em situação tão precária.

