Morador do bairro de Itinga, em Lauro de Freitas, João Paulo Dores, 31 anos, chegou a Jacuípe na manhã de segunda-feira, na companhia da mãe, da esposa e de alguns amigos. João Paulo. Um dia após o acidente, centenas de pessoas - entre parentes, amigos e vizinhos - foram até o cemitério Bosque da Paz, em Nova Brasília, para se despedir da vítima.
Durante o enterro do irmão, Cristian falou sobre o acidente e pediu por justiça. “O jet ski era uma ‘paixão recente’ de João Paulo. Ele trabalhou e lutou e, por conta disso, morreu fazendo o que o fazia feliz. Mas o que fica é o fato da lancha não ter dado socorro. Eu quero que a justiça seja feita, porque aconteceu com ele (João) e pode acontecer com outra pessoa”, disse.
Acidente
De acordo com familiares da vítima, João chegou à localidade pela manhã na companhia da mãe, da esposa e de alguns amigos. Eles pretendiam passar todo o dia no local.
Segundo familiares, por volta das 17h, João se preparava para estacionar o veículo aquático à beira mar, quando foi surpreendido por uma lancha em alta velocidade. A lancha atingiu a lateral do jet ski e, com o impacto, a vítima foi lançada a cerca de 5 metros.
Ainda de acordo com familiares, a lancha estava em alta velocidade e o condutor não parou para prestar socorro. "Naquele momento, todo mundo ficou preocupado em prestar socorro a ele, ninguém foi atrás do condutor", conta Sueli Vieira, 34, cunhada de João.
A vítima chegou a ser socorrida pelos salva-vidas e levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Arembepe, também em Camaçari. No caminho para a UPA, na companhia da esposa e ainda consciente, João se despediu dos familiares. "Ele chegou a se despedir dela, me arrepio só de falar", diz o amigo Márcio Roberto, 33.

