Diferentemente do que pensa a maioria dos soteropolitanos, o abandono de imóveis em Salvador está longe de ser uma exclusividade do Centro Histórico. Quem passa por outros bairros da cidade, como Ondina, Rio Vermelho e Dois de Julho também pode verificar edificações sem utilização.
De acordo com estimativa feita pelo Movimento dos Sem-Teto da Bahia - Democrático e de Luta (MSTB-DL), uma das 13 entidades de luta por moradia no estado, são cerca de 500 os imóveis abandonados na capital, sendo aproximadamente 200 na área antiga.
Os militantes do MSTB-DL, que pretendem aumentar o ritmo de ocupações, por temerem a redução do programa Minha Casa, Minha Vida durante a crise econômica do país, visam agora essas propriedades, algumas localizadas em áreas luxuosas da cidade.
Eles estimam que cerca de 50 mil pessoas seriam atendidas, caso todos esses espaços fossem reocupados. O número corresponde a 25% dos soteropolitanos inscritos no programa de habitação do governo federal, segundo os Sem-Teto.
A capital baiana possui, atualmente, 200 mil pessoas na fila do Minha Casa, Minha Vida. Na Bahia, são até 400 mil, segundo os dados do MSTB-DL, que não são confirmados nem desmentidos pelo Ministério das Cidades, órgão federal responsável pelo programa.


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