Um pedreiro foi assassinado após um assalto na manhã desta quarta-feira (6), no município de Anadia, no Agreste de Alagoas. Os bandidos que praticaram o crime fugiram e não foram localizados.
Segundo informações do cabo Rinaldo da Silva, da 1ª Companhia Independente, Elício da Silva Santos, de 55 anos, conhecido como "Miguel Pedreiro", seguia para o trabalho quando foi abordado por dois homens armados na Avenida Valdemar de Oliveira, no bairro Chã da Mangabeira.
Durante a ação, os assaltantes tomaram a motocicleta e atiraram na cabeça da vítima, empreendendo fuga em seguida. Moradores da região alegaram que a dupla também havia pedido o celular e, no momento em que o pedreiro estava procurando o aparelho no bolso, os acusados pensaram que ele iria reagir à investida e atiraram.
A Polícia Militar (PM), no entanto, não confirma a informação sobre o roubo do celular. "Não sabemos se este detalhe procede até porque, ao chegarmos à localidade, o corpo estava coberto e já não poderíamos mexer. Somente a perícia dará mais detalhes. Os motivos do crime são desconhecidos", comentou o cabo Rinaldo.
Uma guarnição faz buscas na tentativa de localizar os criminosos, bem como a moto. Peritos do Instituto de Criminalística (IC) foram acionados para realizar os primeiros levantamentos no corpo, que será recolhido pelo Instituto Médico Legal (IML), sendo submetido ao exame de necropsia. As investigações devem ficar sob a responsabilidade da Delegacia de Anadia.
Crescimento da violência
Uma moradora do município, indignada com o retorno da violência à cidade, onde só há dois policiais militares por plantão, para fazer rondas e efetuar prisões e apreensões, segundo afirmou. Além disso, a viatura não conta com combustível suficiente para atender a demanda da cidade.
De acordo com Olga Chagas, todos os dias Anadia é palco de assaltos. "Há dois ou três anos, houve uma audiência pública que acionou membros do Executivo, Legislativo e Judiciário, mas não se resolveu muita coisa. Infelizmente, vemos um município esquecido. Sou filha de Anadia, a gente fica assustado e volta ao cárcere privado", disse a moradora.
Contrariando a informação, o comandante da 1º Companhia Independente, major Palmeira, disse que ficou surpreso com a indignação dos moradores porque Anadia tem registrado diminuição na violência, principalmente, no número de homicídios. Segundo ele, em 2014, houve 16 assassinatos; em 2015, foram seis homicídios; e, em 2016, ocorreram duas mortes.
"Com isso, percebemos uma drástica redução da criminalidade. Dentre os dois homicídios, um deles vitimou uma pessoa envolvida em vários crimes. No caso de hoje, foi uma fatalidade, infelizmente. Portanto, desconheço essa violência desenfreada, até porque a PM tem dado respostas. Querer acabar com cem por cento da violência é complicado devido à carência na estrutura física e de pessoal", argumentou o major, citando que os assaltos, principalmente, os de menor porte, não são registrados por subnotificação, ou seja, as vítimas deixam de noticiar o fato através do Boletim de Ocorrência (BO).


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