
Corporação confirma denúncia de alunos de que homem se trata de um oficial.
Fato aconteceu em protesto contra terceirização de escolas estaduais, em GO.
Estudantes que lutam contra a terceirização das escolas estaduais de Goiás publicaram uma foto nas redes sociais de um homem apontando uma arma para um aluno que participava de umamanifestação contra a medida, em Goiânia. O grupo Secundaristas em Luta denunciou que ele se trata de um policial militar descaracterizado. Nesta quarta-feira (6), a PM confirmou ao G1 que o homem é um oficial.
A legenda da postagem critica a repressão policial durante o protesto, que aconteceu na segunda-feira (4). Os alunos denunciam que, durante o ato, o homem "ameaçou atirar" várias vezes. Ainda segundo o texto, ele roubou uma câmera fotográfica de um estudante e pegou a cadeira que ele carregava no pescoço.
Até o início da noite desta quarta-feira, a postagem tinha 600 curtida e 430 compartilhamentos. Nos comentários, internautas criticaram a postura do oficial.
Em nota enviada ao G1, a PM confirmou que o homem que aparece com uma arma na foto é policial militar e que ele já está à disposição da Corregedoria da corporação. Foi instaurado um proesso disciplinar para apurar a atuação do agente.
A assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Educação, Cultura e Esporte (Seduce) informou às 17h20 que não podia se pronunciar sobre o caso no momento. O G1encaminhou ainda um email pedindo um posicionamento, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.
Protesto
O protesto, que aconteceu na tarde de segunda-feira (4), reuniu estudantes que ocupam o Colégio Estadual Robinho Martins de Azevedo, no Setor Jardim Nova Esperança, em Goiânia. Os alunos saíram da escola e se dirigiram ao Terminal Padre Pelágio, de onde retornaram para a instituição de ensino. O ato durou quase 3 horas.
O protesto, que aconteceu na tarde de segunda-feira (4), reuniu estudantes que ocupam o Colégio Estadual Robinho Martins de Azevedo, no Setor Jardim Nova Esperança, em Goiânia. Os alunos saíram da escola e se dirigiram ao Terminal Padre Pelágio, de onde retornaram para a instituição de ensino. O ato durou quase 3 horas.
O grupo promoveu um "cadeiraço", pois caminhou com cadeiras usadas nas escolas penduradas ao pescoço. Eles bloquearam algumas ruas ao longo da caminhada para chamar a atenção da população.


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