Sem qualquer alarde, no dia 5 de novembro, Temer e o PMDB ingressaram com uma representação criminal na Justiça Federal de Brasília contra o ex-governador, acusando-o de ter cometido os crimes de calúnia, injúria e difamação. Na queixa-crime, o vice pede que as penas sejam aumentadas em um terço por três motivos: o crime ter sido cometido contra funcionário público, em razão de suas funções; na presença de várias pessoas, ou por meio que facilite a divulgação do fato; e contra pessoa maior de 60 anos.
Não é o primeiro processo que Cid sofre por chamar um peemedebista de achacador. Em março, ele deixou o Ministério da Educação após bater boca com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em sessão para a qual foi convocado também para se explicar sobre uma declaração na qual se referia a "300 a 400 achacadores" existentes na Casa legislativa.
O juiz Marcus Vinícius Reis Bastos, da 12.ª Vara Federal, decidiu remeter o caso movido por Temer para a Justiça Federal do Ceará por entender que a Seção Judiciária de Brasília não é competente para processar e julgar o fato.


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