Seis vereadores da cidade de Santo Amaro, no Recôncavo baiano, perdeu seus mandatos eletivos e se encontram inelegíveis por oito anos após a Justiça Eleitoral acatar e julgar a denúncia feita pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) que acusava compra de votos por parte dos edis na campanha do ano de 2012. O prefeito Ricardo Machado, e o vice, Leonardo Pacheco, também eram réus nessa ação da procuradoria, mas o processos finalizados até o momento diz respeito apenas aos vereadores.
De acordo com a decisão, os vereadores Artur Pereira Suzart (PT), Elias Pereira Neto (PRB), Jair Oliveira Santana (PSB), Júlio César de Jesus Pinho (PHS), Luciano dos Reis Caldas (PSL) e Raimar Fabiano Costa (PSC) ofereceram vantagem a determinados eleitores, por meio de assinatura de contratos temporários em período não permitido por lei, com a finalidade de conseguir votos.
Ainda segundo as sentenças, no dia da eleição, houve compra maciça de votos, tendo alguns eleitores que filmar ou tirar foto da sua escolha para receber o dinheiro prometido. O vereador Júlio César Pinho chegou a distribuir cestas básicas no bairro de Candolândia, em Santo Amaro. Além disso, os acionados agiram com abuso de poder político e econômico ao receber recursos desviados dos cofres públicos ou de fontes privadas não declaradas. De acordo com a juíza Ana Gabriela Trindade, autora da sentença, a vitória desses políticos é ilegítima e desleal em face dos demais candidatos.


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