A categoria reivindica o pagamento da Participação nos Lucros e Rendimentos (PLR) conquistado na última campanha salarial. Contudo, o Sindicato das Empresas de Transporte Público de Salvador (SETPS) diz que para realizar o pagamento da PLR, as empresas precisam fechar o balanço de 2015.
Os rodoviários dizem que estão abertos a negociação. "O que a gente precisa é que seja paga a nossa PLR, que ficou acordada em maio", disse o sindicalista, afirmando também que a categoria pretende chegar a um acordo até domingo.
Segurança
Eles também reclamam da insegurança no exercício da profissão. A crítica ganhou força após ocobrador Samuel Batista ter sido baleado durante um assalto na Bonocô. Em abril, Everaldo de Oliveira Silva, 62 anos, morreu dias após ter sido queimado em um atentado contra um ônibus no bairro da Ribeira.
Manhã sem ônibus
Com a paralisação, os pontos de ônibus amanheceram vazios. Cientes do movimento dos rodoviários, muitos usuários optaram por permanecer em casa. Com a aproximação do horário previsto para terminar o protesto, os pontos de ônibus começaram a ficar movimentado.
Quem não teve essa opção, recorreu ao transporte alternativo. Foi o caso de Rodrigo Viana, que tinha um compromisso no trabalho e usou pela primeira mototáxi.
Já a dona de casa Ana Rita Gonçalves, 54 anos, que tinha uma consulta médica marcada há dois anos, arriscou e foi até a Estação Mussurunga. Mas não conseguiu transporte. Ela disse que perdeu o compromisso, mas afirmou que entende os rodoviários. "Eles estão reivindicando o lado deles".
Já o aposentado Nilson do Prado Barreto não tem a mesma visão. "É um absurdo, a população pobre que sofre. Estou cansado disso", criticou.


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