
Foto: Mauro Akin Nassor / Correio
Apontada como líder do tráfico no bairro de Cidade Nova, em Salvador, Othon Carlos de Aquino de Jesus, 32 anos, conhecido como Goiaba, foi morto na última sexta-feira (2) durante operação realizada pela Polícia Civil. Ele estava escondido em um imóvel alugado. "Ele era muito violento e era quem ensejava a prática de vários homicídios. Ele reagiu à prisão e morreu em confronto", afirmou o delegado Jamal Amad, titular da 3ª Delegacia de Homicídios (3ª DH), em entrevista ao Correio. A polícia atribui ao menos nove homicídios ao grupo na região onde atua. Ainda há outras 11 mortes causadas por disputas por tráfico de drogas na região sendo investigados. Durante a ação, foi apreendida uma pistola Ruger 9mm, arma de fabricação americana e uso restrito de policiais federais e das Forças Armadas. Segundo a academia de tiro do estado, a pistola é proibida para policiais civis e militares por conta do maior poder de perfuração, podendo atingir pessoas inadvertidamente. “Com ela, é possível atingir duas ou três pessoas de uma vez”. A incursão, nomeada Operação Max, foi realizada no último final de semana e cumpriu 13 dos 23 mandados de prisão expedidos. Doze presos, sendo 10 homens e duas mulheres, que são casadas com integrantes da quadrilha, foram apresentados pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) no início da tarde desta segunda-feira (5). Já Gilvanci Souza Reis, 27 anos, já estava preso. "O objetivo era desarticular uma organização criminosa sediada no bairro da Cidade Nova, mas com reflexo e atividade em diversos bairros vizinhos, a exemplo do Pau Miúdo, IAPI e Liberdade", afirmou o diretor do DHPP, delegado José Bezerra Junior. Além dos pedidos de prisão, expedidos pela Justiça após solicitação do DHPP e parecer favorável do Ministério Público, foram emitidos seis mandados de busca coercitiva e 36 mandados de busca e apreensão.


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