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sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

‘MALINHA DE RODINHA’ LEVOU PROPINA AO PT, DIZ DELATOR

Um dos delatores da Operação Lava Jato, o lobista Milton Pascowitch afirmou à Justiça Federal do Paraná, que entregou propinas em ‘uma malinha de rodinha’ ao ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, no Diretório Nacional do partido, em São Paulo. O dinheiro saiu de um total de R$ 14 milhões de ‘comissão ao grupo político’ sobre um contrato de US$ 3 bilhões de cascos replicantes da Engevix na Petrobras.
Segundo Pascowitch. Faziam parte do ‘grupo político’, além de Vaccari, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, seu assessor Roberto ‘Bob’ Marques, o irmão do ex-ministro Luiz Eduardo de Oliveira e Silva e o empresário Fernando Moura, ligado ao PT.
“Fazia (As entregas) através de uma malinha que eu tenho, com rodinha. R$ 500 mil cabia. (Entregava) dentro do diretório nacional do PT, na sala dele”, declarou. Pascowitch contou ainda que no fim de 2009 foi apresentado a Vaccari pelo então diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque.
O lobista afirmou que naquele ano o grupo político influente no setor não era mais representado por Dirceu, ‘apesar de poder indiretamente ter participação, mas não é de meu conhecimento’. Pascowitch disse que o grupo passou a ser representado por João Vaccari.
“A liquidação das comissões do contrato dos cascos se deu exclusivamente com o João Vaccari”, relatou. “Isso coincide com as eleições de 2010 e com a necessidade de recursos na data zero. O contrato dos cascos se desenvolveria em sete anos. Foi feito um acordo e se diminuiu esse porcentual para que ele pudesse ser liquidado durante o ano de 2010. Não foi bem assim, porque ultrapassou, passou 2011 também. Mas foi fechado um valor de R$ 14 milhões como comissões a serem pagas em referência ao contrato dos cascos.”
Em sua delação premiada, Milton Pascowitch declarou que também intermediou propinas a José Dirceu com dinheiro que ele tinha das empresas Hope Recursos Humanos e Personal. Nesta quarta-feira, 20, na Justiça Federal, ele afirmou que recebia montantes de ‘R$ 700 mil, R$ 800 mil, mas que na média era perto de R$ 600 mil’, provenientes de ‘contratos de serviços terceirizados no compartilhado da Petrobras’.
O juiz Sérgio Moro, que conduz as ações da Lava Jato na 1ª instância, questionou Pascowitch sobre a ciência de um dos donos da Engevix acerca da propina paga a políticos e dirigentes da Petrobras. “Lógico, sabia. Esse valor era sabido, eu informava ao Gérson (Almada) que tinha entregue X mil reais para o João Vaccari, ele passava, então, uma autorização para o Cristiano Kok (outro dono da empreiteira) elaborar um contrato de prestação de serviços. O José Adolfo, meu irmão, sentava com o Cristiano Kok e assinava esses contratos e nós éramos ressarcidos desses valores pagos”, relatou. Com informações da Agência Estado.

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