
O ex-diretor de Engenharia e Serviços da Petrobras, Renato Duque, foi denunciado pela sexta vez pela força-tarefa da Operação Lava Jato, acusado de "auferir valores milionários com a prática de crimes contra a estatal brasileira". Duque responde por evasão de divisas e manutenção de valores não declarados em contas no Principado de Mônaco, entre 2009 e 2014. O ex-diretor já foi condenado a 20 anos de prisão, a pena mais alta aplicada na operação, em um dos processos a que responde. De acordo com o Estadão, o Ministério Público no Paraná (MPF-PR) pede que sejam revertidos à empresa R$ 80 milhões do próprio Duque em valores bloqueados em contas e investimentos bancários e montantes em espécie apreendidos. Já houve transferência de recursos de contas do ex-diretor de da Suíça para o principado, após deflagrar da Lava Jato, entre maio e setembro de 2014. Foram transferidos US$ 3,8 milhões. "Tais transferências tinham inequívoco propósito de ocultar o dinheiro da apreensão do Estado brasileiro, tendo em conta que, na época, as autoridades suíças efetuaram bloqueio de valores em nome do também ex-diretor Paulo Roberto Costa", afirma o procurador da República Diogo Castor de Mattos, da força-tarefa. Duque era beneficiário de uma conta no Principado de Mônaco que foi usada para ocultar e dissimular a origem e propriedade de 10.274.194,02 euros, provenientes de crimes praticados contra a Petrobras entre 2009 e 2014. Entre 2013 e 2014, principal período no qual as violações foram cometidas, foi ocultada a propriedade de cerca de 10.294.460,10 provenientes de delitos cometidos na Petrobras. Os valores foram mantidos sem declaração formal às autoridades brasileiras, que exigem declaração para depósitos superiores a US$ 100 mil dólares. Em setembro do ano passado, Duque foi condenado a uma pena de 20 anos e 8 meses de reclusão por corrupção passiva, por quatro vezes (contratos do Consórcio Interpar, do Consórcio CMMS, do Consórcio Gasam, da OAS relativamente ao Gasoduto Pilar-Ipojuca) pelo recebimento de vantagem indevida em razão do cargo como diretor na Petrobras; lavagem de dinheiro por 27 vezes, consistente nos repasses, com ocultação e dissimulação, de recursos criminosos provenientes do contrato do Consórcio Interpar na forma de doações oficiais registradas ao PT, e por associação criminosa. O ex-diretor responde ainda outras cinco ações penais por crimes como lavagem de dinheiro e corrupção.


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