
Até então afastado da mídia negativa, o ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, foi atingido pelo inferno astral em que está mergulhado o governo federal. O petista teve o nome citado em mensagens interceptadas pela Polícia Federal. Ele teria intermediado negociações para o financiamento de campanhas eleitorais em Salvador, em 2012, no período em que era governador da Bahia.
Não demorou muito para seus adversários mirarem a artilharia contra o petista. Em seu perfil no twitter, o deputado federal Jose Carlos Aleluia (DEM) aproveitou o mau tempo de Wagner e disparou. “JW falou que o PT tinha se lambuzado em 13 anos no poder federal. E pelo visto houve muito dendê na Bahia pra o ex-governador se lambuzar também”.

A ironia de Aleluia está calcada em trecho de entrevista de Wagner a Folha de S. Paulo, no domingo passado, quando disse que o PT acabou reproduzindo metodologias antigas da política brasileira e usou de um ditado popular para ilustrar os deslizes cometidos pelo seu partido. "Quem nunca comeu melado, quando come, se lambuza".
Além de Jaques Wagner, os nomes dos ministros Edinho Silva (da Comunicação) e Henrique Eduardo Alves (Turismo) aparecem nos diálogos obtidos na investigação da Lava Jato. A lista inclui os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Também fazem parte das conversas, os senadores Edison Lobão (PMDB-MA) e Lindbergh Farias (PT-RJ); e os deputados federais Arlindo Chinaglia (PT-SP) e Osmar Terra (PMDB-RS).


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