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segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Natal movimenta R$ 34 bilhões em vendas e gera 74 mil empregos

O Natal  deste ano deverá movimentar R$ 34,9 bilhões. O aumento em relação ao mesmo período  de vendas  de 2016, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), será de 5,2%  e aparece como a maior variação desde 2013. A contratação de empregados temporários para o período  deve chegar a  pouco mais de 74 mil.


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Este ano, por causa da crise econômica no país, os varejistas adiaram a temporada de oferta de vagas, que geralmente ocorre entre setembro e novembro, para dezembro. As expectativas, no entanto, são positivas, e a taxa de efetivação dos temporários deve crescer para 30%. Em 2015 e 2016, apenas 15% dos trabalhadores temporários foram efetivados após o Natal. Os estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro deverão concentrar 47% das contratações.


O salário médio de admissão deverá ter aumento real de 3,8% na comparação com o mesmo período do ano passado, alcançando R$ 1.185. O maior pagamento deve ser oferecido no ramo de artigos farmacêuticos, perfumarias e cosméticos (R$ 1.430), seguido pelas lojas especializadas na venda de produtos de informática e comunicação (R$ 1.392). No entanto, estes segmentos devem responder por apenas 2% do total de vagas oferecidas para a temporada.


Em relação às vendas, os segmentos de hiper e supermercados (R$ 11,8 bilhões), lojas de vestuário (R$ 9 bilhões) e de artigos de uso pessoal e doméstico (R$ 5,1 bilhões) deverão responder por 74% do faturamento das vendas natalinas deste ano. Em termos relativos, o maior aumento nas vendas deverá ocorrer nas lojas de móveis e eletrodomésticos, com crescimento de 17,8% na comparação com 2016.


O cenário de inflação baixa, queda de juros e retomada do emprego nos últimos meses deve melhorar os resultados do setor este ano, acredita o economista-chefe da Divisão Econômica da CNC, Fábio Bentes. “O cenário para o comércio está bastante positivo para o curto prazo. O comércio interrompe dois anos de queda”.

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